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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2014

Pré-qualquer coisa

É tão provável que daqui a alguns anos subsista aquela sensação de tempo desperdiçado, de angústia do que ficou por viver sem que hoje saiba por onde atalhar caminho.

Voglio dirti

Hoje quando ouvi a tua voz do outro lado fiquei sem forças.
E depois é um misto de segurança e insegurança. Mas acima de tudo do percurso para um caminho de paz. Porque é menor o estrago deste modo do que gerir mágoa acumulada. E a vida é tanto mais azeda quanto mais a amargarmos.

As pessoas dos sítios

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Das viagens, dos sítios que vou conhecendo ficam as paisagens, o assombro da natureza que nos engole com tanta beleza ou com a particularidade dos espaços. Mas sempre vou precisar de rever nas fotos e tentar recuperar cada sítio, cada recanto, tentar que aquele momento me devolva outros. E depois há as pessoas com quem nos cruzamos e se, por alguma felicidade, tivermos a sorte de saber um pouco mais da sua história, vão-nos marcar para sempre. Porque em algum momento da nossa vida vamos voltar aqueles incógnitos que, em poucos minutos, abriram a página da sua vida e derrotaram paradigmas cinzentos, fizeram-nos questionar tantas coisas, pensar mais a fundo em tantas outras. Porque a simplicidade dessas pessoas, a coragem das suas decisões e mudanças de vida são muito mais do que esperaríamos ouvir num sítio novo. desconhecido e tudo isto nos faz aprender um pouco mais de nós próprios.

Amanhã

Nervos. Ansiedade.
E arrependimento de não ter feito as coisas certas no tempo certo. Mesmo no que toca aos estudos.
E é o primeiro de muitos exames e virão os trabalhos individuais e de grupo.

Carateres, símbolos ou bonecos

Os "cultos" ou os que gostariam de ser lembrados por isso dizem que nunca, como agora, se escreveu tanto com recurso aos smiles.
Pois eu prefiro os smiles em gente normal do que a falta de carateres em génios da literatura.
E prefiro um smile (normal) ao logótipo das finanças,  ao smile do boneco com fundo vermelho que vejo todos os meses na correspondência ou a outros sorrisos que por aí abundam.

Na viagem

Hoje, todo um conjunto de fatores se haveriam de juntar para que eu perdesse o comboio para o qual já tinha o bilhete comprado. Entre o mau humor depois de saber que tinha de pagar mais para trocar de bilhete e a constatação de que me sobrava tempo para uma entre as várias opções: aprofundar o calão esperando sentada em qualquer um dos espaços da estação que servem para o efeito (depois de uma breve nota introdutória no metro, com um caso de polícia, com certeza), ir visitar a interessante casa de banho provida de roleta giratória para colocar moeda, fado como banda sonora e uma mesinha adornada de naprons e vasos (uma casa (de banho) portuguesa, concerteza), entrar na minúscula loja de jornais e revistas para ler os títulos e deitar todas as prateleiras abaixo com a quantidade de sacos, malas e apetrechos que transporto (sim, já me aconteceu e foi chato) e ir sentar-me nos bancos de espera junto à linha de embarque e ler um pouco. Pois bem, optei por esta última.
E lá peguei novamen…