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A mostrar mensagens de Janeiro, 2011

Tenho para mim...

Que os dias de sol depois de dias cinzentos e chuvosos são mais bonitos, têm mais luz, o céu parece mais azul e há alguma coisa que os faz brilhar mais.
Hoje o dia nasceu assim, a convidar aos passeios na ciclovia de Cascais, a olhar o mar pincelado de dourado e a sentir o vento frio na cara. E a treinar o impossível: patins em linha. E a imaginar os dias quentes que virão. E a pensar que esta tosse que já incomoda podia ir embora de vez.
De resto, voltou a chuva a meio da tarde, o dia arrastou-se no sofá e no computador a tentar perceber se imaginação, lógica e inspiração podem ser expremidos do trabalho que vou fazendo.
Continuo a olhar a montanha de roupa para passar e a penso que é desta que preciso de uma dose extra de paciência.

Não percebo

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foto by Flickr
Passo cerca de 10 horas em casa e não sei como é possível acumular tanto pó. De resto, as horas da limpeza sempre significaram música e dança. Há que tornar o enfadonho em artístico.

A escola primária

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O momento de ir votar é sempre tempo de rever pessoas que vejo apenas nestas ocasiões. E é tempo de entrar num edifício que outrora foi tão familiar: a escola primária. A "minha escola"  tinha duas salas nas quais dividimos as matérias entre o primeiro e o quarto ano e um recreio suficientemente grande para as correrias entre os átrios. Hoje fiz exactamente o percurso a pé que durante quatro anos fez parte do meu crescimento. Não havia os pais a deixar os  filhos à porta da escola, havia uma correria pela estrada e pelos montes; não havia cantina, havia tempo de vir almoçar a casa e voltar; não havia computadores magalhaes, havia cadernos e livros cuidadosamente encadernados com exercícios, cópias exaustivas, composições para imaginar, contas para fazer; não havia actividades extra-curriculares, havia brincadeiras no caminho da escola e tarefas domésticas à espera de serem feitas; não havia telemóveis, havia a rotina de irmos chamar uns pelos outros...
Não haviam muitas cois…

Por aqui

Por aqui um vento gelado que nos trespassa o corpo. O pequeno Simão dizia-me enquanto caminhávamos com passos largos que "o vento não deixa ouvir os pássaros". Depois teimou em atravessar os campos, saltar as poças dos caminhos que são memória das últimas chuvadas e ir ver de perto as ovelhas e as cabritas que, suspeitaram severamente, as visitas ao pasto.
No mar não vimos "navios nem barcos" mas avistamos ao longe as torres eólicas nos montes despidos.
Do silêncio veio a pressa das histórias, as memórias, fotografias na mente de um pequeno fedelho moreno com olhos arreguilados e um sorriso matreiro.

A vida prossegue

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"In the time we were at sea both my parents died; Stephens's mother died (...); a son, a daughter, a niece, and two nephews were married; and four grandchildren were born. And Holly graduated from college (...)"

Tina Olton in Always Another Horizon



foto by Flickr

Welcome 2011

Chegou 2011 coberto de luz e de fogo de artifício em todos os cantos do mundo, numa contagem decrescente em que muitos cerraram os olhos e desejaram o possível e o impossível.
Embora os meus posts sejam de uma essência decrépita sejam feitas as honras a 2010 pelo bom e pelo mau que se viveu. "Voei " nos primeiros meses do ano que findou, sonhei, acreditei, mudei de cidade, de trabalho, conheci novas pessoas, não tive férias, não terminei a tese de mestrado, casaram grandes amigos, sofri o silêncio, a frieza das palavras,  mas também vivi momentos únicos...
Agora não vejo sequer o futuro porque me convenço cada dia que é melhor ser e viver sem pensar muito nisso. Tento pensar assim...Nem sempre é fácil.
Para 2011 apenas serenidade...
E aconselho vivamente a não lerem notícias nem verem telejornais nos próximos tempos porque há uma palavra que já se esgotou: crise!