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A mostrar mensagens de Março, 2014

Quase perfeito

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Quase perfeito. Tempo para descansar, para ler, para tentar mexer as pernas, para ver o mar ali tão perto. Apenas essa ausência e o vazio que ainda se impõe quando vejo o afeto na rua e a cumplicidade. Mas o que seria de nós sem esse autocontrolo que nos coloca um nadinha mais frios mas protegidos? Não há perfeição mas muitas vezes fico contente com a sua imitação.

A divergir

Canso-me dos blogs que são hiper super maravilhosos, de pessoas com casas super mega bem decoradas, que comem refeições mais do que sáudáveis (com produtos que nunca irei encontrar porque, sinceramente gosto pouco de sementes), de pessoas que trabalham imenso, têm filhos, gatos e cães e ainda assim têm tempo para ler os melhores livros do mundo, fazer os programas mais fantásticos e disponibilizar tempo para muito exercício físico, idas ao cabeleireiro, espreitar as tendências, arranjar as unhas e mais houvesse!!! Ou a minha vida é uma seca, ou eu devia ter nascido homem (odeio compras e conversas que envolvam todas as pedi/mani/pati/cures)
Canso-me porque essa perfeição expõe a minha imperfeição, a minha vidinha de pessoa que chega a casa e não tem nada para fazer de fantástico para além do aborrecido.


De Lisboa... ou de coisas que eu não fazia e agora faço

Procurar restaurantes abertos aos domingos à noite e perceber que os poucos que estão abertos estão lotados!

Foi assim

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O sol. A luz. Aquela vontade imensa de fazer tudo ao mesmo tempo e ir lá para fora caminhar, descobrir lugares, ver o mar, não pensar em mais nada para além de sentir esse misto de calma com euforia.

Hoje voei...

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Para onde o silêncio é a minha resposta a questões que se cristalizaram Para onde a distância pode acalmar o desassossego vil

Calma

Passar nos semáforos sem estar sempre com aquele pedido na cabeça para que não mude para vermelho.
Escolher uma das caixas do supermercado com mais gente mas ficar ali, simplesmente a olhar toda a gama de pastilhas eslásticas e chocolates sem percorrer todas as outras caixas na esperança de poupar mais uns minutos.

"O que nunca direi"

Ontem, no concerto da Aldina Duarte:

(...)
"Espelho meu diz a verdade
Da idade da saudade
À mulher envelhecida
Segue em frente na memória
Mata a glória dessa história
Da princesa prometida"

Cada vez gosto mais de fado. E de fadistas como a Aldina que não estão constantemente nos olofotes dos palcos, do público de grandes massas, dos discos, do pressing de mostrar trabalho. Não conheço muito bem a fadista e a pessoa por trás da fadista mas encontrei palavras simples, sinceras e de gratidão.

O que nunca direi. Tudo se diz num fado, porque para mim é uma espécie de poesia ora contente ora descontente.

O meu dia 1

Tantas vezes desejo um dia 1 novamente. (Re)nascer, voltar a sonhar, a acreditar e a acomodar todos os erros, sucessos e pequenos nadas.

Não existem hiatos de vida, ou vivemos ou sorvemos cada dia em tudo o que a vida nos dá e aquilo pelo qual lutamos e trabalhamos. E levarei comigo todos os fracassos, tentarei ser sempre melhor, e olhar para trás para construir algo para a frente.

Mas não tenho dúvidas que poderei chegar aos quarenta cada vez mais chata, mais lamechas, com uma luta tremenda para caber num tamanho M (não se iludam o S já não está no meu campeonato), talvez com mais mau feitio, mais perfecionista, sempre rodeada de livros que não servem para nada, com cada vez menos memória e na esperança que tudo mude, que eu própria mude e que nunca me esqueça que levo comigo todas as pessoas com quem pude partilhar um pedacinho do que sou. Para o bem e para o mal. Aos que nunca disse, aos que nunca chegarei a dizer ou aos que já repeti vezes sem conta: Muito Obrigada!