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A mostrar mensagens de Maio, 2008

Simão, o Afilhado!

Há fins de tarde mesmo bons! E depois para terminar ainda melhor, com um simples telefonema, ouvimos a inquietude, a rebeldia, as asneirolas em pessoa, a ternura, a birra,o choro e o riso separados por segundos, o sonho, uns 5 aninhos acabados de completar!
-Olá Simão, tudo bem?
-Olha hoje tens que vir a minha casa e depois vais outra vez...
-Então mas porquê?
-Porque eu hoje faço anos e quero um camião do gas.

Palavras para quê?
O puto tem estaleca,é matreiro e tem um olhar imenso, que sobressai no seu corpo franzinito e de pele muito morena.
Rodopia, canta, grita, imita os caes, rebola, arrisca, e está sempre pronto para "trabalhar". Nas suas conversas diz que vai trabalhar e vai à caça, que um dia vai ser "grande como o pai".
E vai...tenho a certeza, mas se tiver a humildade e a força de trabalho do pai poderá ser imenso!
Futebolista não será, de certeza, troca a bola pelas máquinas, pela bicicleta, pela correria e pelos arrufos com a irmã. Mas é com as "maquinas&…

Work-end

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Finalmente um bocadinho, para escrever um pouco, para os "dois dedos de conversa", quer dizer neste caso dez dedos de conversa para soltar as banalidades embrulhadas em futilidades e no cansaço de quem já devia estar a descansar.
Ma porque hei-de estar cansada se passei o fim de semana todo sentada, isso mesmo, sentada. Um dia destes vou comprar umas calças e posso pedir o tamanho "largura do sofá", ou algo do género, porque se há pessoa representativa para as amostras de sedentarismo, esse alguém sou eu.
Quer-me parecer que este fim de semana fez Pandant com sofá, mesa da sala, computadores, livros, folhas, apontamentos, nervos em franja, sofá, mesa, bolachas e demais porcarias ingeridas em quantidades calculadas ao minuto, novamente sofá, mesa, papeladas, televisão... Ah e pior que tudo isso, com dor de dentes, pior e...mais grave!
Estes trabalhos com prazo de entrega, fazem-me lembrar o tempo da faculdade, dos trabalhos, dos exames, dos fins de semana em Coimbra, …

É tão fácil...

É tão fácil desmoronar, tão fácil quanto rir, tão fácil quanto sonhar, acreditar, crer e divertir.
Mas é tão fácil desistir...quando não sabemos para onde ir, quando não sabemos o caminho nem tão pouco o destino, quando não sabemos o que somos, o que fomos ou o que queremos ser.
É tão fácil pensar no gostaríamos de ser e ter quando vemos o que os outros são e têm. É tão fácil baixar os braços, tanto quanto os erguemos para continuar...
É tão fácil levantar a voz quando ultrapassa o limite da paciência, da serenidade, tão fácil quanto silenciar a revolta, a desilusão, até mesmo a frustração.
É tão fácil não gostar que nos perguntem como estamos porque a resposta é invariavelmente a mesma, porque não temos nada a acrescentar, porque somos medíocres no saber viver...
É tão fácil pensar no amanhã, tanto quanto o é difícil abraçar.

Alarido

O PM fumou dentro de um avião!
Alvoroço total, questões políticas levantadas, os deputados emitem opiniões, aconselham as consultas tabágicas ao PM, falam, dicutem, argumentam, julgam!
Conclusão: bem vindos a Portugal!
Mas eu quero lá saber o que o PM fez no avião, se foi à casa de banho, se comeu trufas ou carapau frito?
E é porque o PM devia dar o exemplo, e é porque se cria as leis deve cumpri-las, e é isto e é aquilo...
Já ouviram dizer "olha para o que eu digo e não para o que eu faço"?
Ah e depois são os meios de comunicação a explorar as diversas vertentes das notícias deste género.
Agora a polémica é outra, ao que parece uma comitiva de 30 e tal pessoas do governo andou num helicóptero com lotação máxima para 14 ou mais ou menos isso. Mas qual é o problema? Deixam-nos andar, pode ser que um dia tenhamos a sorte que caiam todos de vez.

O Norte

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O Norte - por Miguel Esteves Cardoso


"Primeiro, as verdades.
O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes
que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana
secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está
tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade
verde-branca.
Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se
vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se
branco ao olhar. Até o granito das casas.

Mais verdades.

No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma
ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal.
Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não exi…

Entre síncopas

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Ontem, pela primeira vez desde hà algum tempo, não deixei que o "apontamento" na agenda do telemóvel se acumulasse com muitos outros que por lá continuam perdidos.
E por isso não perdi o concerto no Teatro Aveirense da Jacinta, a voz quente do Jazz. Aguardava com expectativa o espectáculo intitulado Convexo, de versões "ajazzadas" de várias canções de Zeca Afonso. E muito sinceramente agradou-me, e foi, de facto, convexo.
Sempre quis aprender a gostar de Jazz, na sua versão de "música para ouvir" mas sempre me disseram que o Jazz é muito mais que música.
E que o Jazz implica liberdade dos sons e eu sempre achei que as escalas e as "regras" musicais do Jazz são demasiado complicadas e confusas e que a improvisação é não ler partituras, é alterar melodias, harmonias e inventar compasssos.
E apesar de associado ao Rag Time e aos Blues, o Jazz é mais que isso, mas para mim essa sonoridade é inconfundível que me transporta para os bailes ao som de uma …

Homenagem

O perfume


O que sou eu? – O Perfume,


Dizem os homens. – Serei.


Mas o que sou nem eu sei...


Sou uma sombra de lume!



Rasgo a aragem como um gume


De espada: Subi. Voei.


Onde passava, deixei


A essência que me resume.



Liberdade, eu me cativo:


Numa renda, um nada, eu vivo


Vida de Sonho e Verdade!



Passam os dias, e em vão!


– Eu sou a Recordação;


Sou mais, ainda: a Saudade.




António Correia de Oliveira

In Cem Poemas Portugueses do Adeus e da Saudade

E hoje...

E hoje o choro da guitarra rasgou a noite coimbrã...e eu não ouvi. E a conversa entre "copos" foi adiada, certo ragazzo?
E hoje jantei com amigas, revivi as histórias de sempre...
E hoje não dançei até "tarde e a más horas" no bar onde voltei quase 8 meses depois...
E hoje senti que prefiro ficar em casa nem que seja a ver tv...
E hoje pensei que isto é muito estranho...
E hoje senti saudades de passar o fim de semana fora...e de fazer mil e uma coisa e não pensar nos 5 dias da semana...
E hoje senti-me só no meio de uma porrada de gente...e isso é um vazio enorme!