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A mostrar mensagens de Março, 2011

Pensamento do final do dia

"Porquê? Para quê? Economiza os teus «porquê» e «para quê». Ou utiliza-os só até onde houver resposta. Porque a última resposta a eles é o impossível e o vazio. Ou então terás de mudar de universo. E estás cá tão bem*..."

(Vergílio Ferreira)


*Bem, bem não estou mas haverá outro para onde ir?

Portugalidade

Nas minhas deambulações de leitura pelos sítios do costume não resisto a referenciar isto aqui...
Porque nos dias que correm levamos com a portugalidade até dizer chega...
Porque a primeira vez que ouvi este poema (e não tenho vergonha de o dizer) corria o ano de 2003 e foi no concerto encenado comemorativo do 25 de Abril, no qual tive o privilégio de participar, em Coimbra, sob a encenação de José de Oliveira Barata.
Em dezenas de ensaios repetiram-se as cenas, as músicas, as canções, os poemas e eu, entre a concentração nas pautas e o ouvido bem atento, este foi o único texto de todo espectáculo que decorei...talvez pela garra com que foi declamado.

Manhãs

Esqueci-me de mudar a hora.
Chove.
Da noite e do sono aumentam as imcompreensões, as dúvidas, a revolta...nada será como dantes.
Chove e faz frio mas ainda assim tenho de desentorpecer as pernas.

Primavera

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Porque já é Primavera...
Porque hoje é sábado...
Porque ouvi isto hoje pela primeira vez...
Porque sim.




"Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci
Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti
E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei o paraíso assim
Algo me diz que há mais amor aqui
Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só
Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz...
Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor
Meu amor eu sou tudo aqui...
Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só"

Caminho

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Dormi às voltas com as palavras, com as imagens, ilusões, desilusões...
Hoje procuro caminhos, num dia diferente onde procuro esvaziar o peso das palavras que romperam a beleza dos momentos.
foto by flickr.com
Oiço: "Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida"

Dos estilhaços

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Diz-me lá Picasso...

Ainda sobre a Lua...

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Não foi sob esta vista que admirei o imenso luar de sábado à noite mas é impossível ficar indiferente à beleza desta foto.
Palácio da Pena em Sintra

Sobre os Censos 2011 Parte II

Curiosidades...
1. Desde o tempo do meu avô que não me lembrava da palavra "retrete".
2. Onde residia em 2005? Onde residia em 2009? Onde reside em 2011? Respostas sempre diferentes...Venham mais casas!!

Desta Lua Cheia

Lá fora a lua recorta o céu mais redonda do que nunca e devolve à noite uma luz diferente...uma luz que transforma o negro do céu em tons de azul com milhares de pontos que velam os pensamentos, os desejos enquanto olho o céu e viajo bem longe.
Lá fora está a lua silenciosa com o inigma do seu corpo manchado....

Há imagens que venero e a lua cheia é uma delas....e um dia de sol depois de muita chuva e o entardecer em que há uma linha laranja no horizonte e o dia se despede vagarosamente...e o sol a  romper no horizonte projectando uma luz viva que nos dá uma sensação de calor...
Há imagens que nos afagam a alma...
Como a que vi lá fora....desta Lua Cheia.

Sobre os Censos 2011

Eu sei que tenho uma vida monótona mas tantas perguntas...

Dos dias

E hoje esta coisa repete-se.
A coisa começa a assumir gravidade quando a minha mãe já vai a jantares comemorativos...
Jantares com grupos estéricos aos gritinhos, capazes de saltarem para cima da mesa  e despirem-se ao mínimo acorde musical.
E os sindicatos avançam com números....
Coitadinhas das mulheres representam a maioria da população desempregada e a maioria dos desempregados de longa duração.Há diferenças salariais, mesmo nos quadros superiores vejam só...
Sobre os números das desempregadas de longa duração devíamos, concerteza, distinguir desemprego voluntário de involuntário. E digo isto porque há uma realidade muito próxima que me permite observar uma pequena pontinha deste iceberg gigantesco.
Diferenças existirão sempre mas preocupam-me mais os números relacionados com as mulheres que morrem vítimas de violência, isoladas, no silêncio, sem capacidade de reacção que lhes devolva força para enfrentarem os agressores.

Faz de conta

Vou fazer de conta que tive uma noite tranquila de sono, que chove imenso e que é impossivel sair de casa para pedalar ou caminhar...
Vou fazer de conta que hoje não é feriado e vou continuar a ver vidas e a seleccionar cv´s...
Valha-me a música de fundo e o chá quente.

Diesel

Eu sempre tive algumas teorias acerca das bombas de gasolina, sobre as máquinas de abastecimento, sobre as mangueiras e sobre a parametrização desses objectos que ultimamente nos mostram números horrendos.
Há pouco, quando parei novamente na bomba de gasolina, deparei-me com a certeza que irei enlouquecer em torno das minhas teorias.
E juntei um novo facto aos dados de que já dispunha: vai ser possível fazer amizades com os colaboradores das gasolineiras, tantas serão as vezes que precisarei de abastecer o LéLé.
Para quando o metro para a Serra de Sintra?

Do que é doce

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Uma campanha que me enche as medidas...
Em todos os sentidos!

foto by http://www.milka.com/ 

Reflexões

A minha mãe faz hoje 69 anos e diz-me que está velhota. E está. Tem rugas marcadas, o cabelo todo branco mas tem uma força como nunca vi. Em poucos minutos contou-me parte das agruras da vida que foi vivendo, enquanto rapariga solteira e durante os anos que se seguiram. Começa a revelar algum cansaço físico que vai sendo cada vez mais evidente.
A minha mãe diz-me que também os anos passam para mim e eu sei que sim. Já conto mais um desde o primeiro dia deste mês.
Viajar, escrever, amar, fazer coisas diferentes, ter um céu sem limites, adormecer sobre um luar luminoso, aprender a cozinhar, conhecer mundos, saborear manhãs e fins de tarde, encontrar vida em cada minuto.
Está tudo na lista de prioridades.