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A mostrar mensagens de Janeiro, 2014

A simplicidade das coisas

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Tendemos a complicar, a evidenciar detalhes que, ora vamos pondo e tirando, conforme a circunstância quando, na verdade, o que importa é que pode não haver mais nada a seguir, ser tudo árido como o deserto. E valerá mais viver com pequenos nadas ou de grandes complicações sucessivas?

Hoje, para ti, avô

Foste e sempre serás luz, rasgo de esperança, afeto, carinho, amor imenso, cuidado, proteção, sabedoria, comédia, discussão, ternura, preocupação, histórias, aconchego, defesa, referência.
Porque em todos os momentos o presságio da perda foi angústia, mesmo sabendo que era inevitável.
Decorreram 17 anos e nunca em momento algum morreste em mim. E nunca te disse nada do que aqui escrevo, do porquê de teres sido tão importante. Não podes imaginar como te lembro tantas vezes. Porque algo de mim pára sempre nesse tempo.

Reparações

Vai para quatro anos que estou nesta casa e há coisas que irão permanecer na mesma até eu sair daqui.
As paredes cheias de pregos, preguinhos e colantes (não consigo sequer imaginar isto com a decoração que por aqui existiu. Aliás, há locais em que só um acrobata é que conseguiria colocar lá um prego).
O balde do lixo. Ou melhor a tampa do balde do lixo que não é fixa e que sempre que eu abro a porta do armário cai para fora.
O quadro elétrico com personalidade e que tantas vezes decide disparar por altura de férias e fins de semana prolongados para que eu regresse e comece logo pela limpeza do frigorífico.
O cheiro a esgoto que às vezes vem da máquina de lavar, ou do lava loiça ou do bidé.
Os sofás com ar manhoso e cheios de remendos que, supostamente, deveriam ter umas capas e até hoje nunca as comprei.
Uma cascata viva na parede da sala, vinda do andar de cima  e que me permite respirar fungos todos os dias.
Felizmente deitei algumas coisas velhas fora e comprei a mesinha de cabe…

Ver é imaginar

Sempre que vou ao teatro apenas leio os flyers no fim. Para não definir ideias, para ficar ali na sala e tentar perceber o porquê do cenário, dos figurinos, da música, das expressões, do texto sem quebras, ali mesmo ao vivo!
E não raras as vezes saio, leio os pequenos textos descritivos e penso que sou tão terra a terra. E ver também me faz imaginar, mas para mim uma maçã é uma maçã, tristeza é dor e grito é raiva. E depois, de ler os textos e refletir é como se preenchesse todo um puzzle.
Talvez por isso um "artista seja um artista" e às vezes não nos conseguimos transportar para esses patamares de abstração, de conhecimento, interpretação ou vivência.
E mesmo que me interrogue sobre os diálogos e saia porta fora "perdida" vou imaginar algo que para mim faça sentido.

Planos

Voltei a estudar para ocupar o espírito e agora preciso de escrever, dar respostas, fazer exercícios e não tenho ideias.
Saí de casa na única trégua da chuva durante o dia e agora procurava um pouco mais de inspiração...
Comprei umas calças de ginástica porque ainda acredito que poderei fazer mais do as lides domésticas em fato de treino. Preciso de comprar tinteiros para a impressora e esperar que ela ainda esteja viva.
Amanhã Shakespeare, Chiado e chuva, provavelmente.

Da sociologia...

De supermercado.

Diz-me como apalpas a fruta e dir-te-ei quem és.

O melhor

E ontem, a par do reconhecimento da mestria, do trabalho, do esforço, do talento, da inspiração, um homem chorou. Sim, os vencedores quase sempre choram.
Eu continuo a querer as minhas sobrancelhas tão perfeitas como as dele.

No futuro

Seremos ambiguidade, imprevisibilidade mas sempre com uma dose de certeza que provém de tudo aquilo que já temos e somos hoje.
É a minha conclusão (la Paliciana) depois do teatro, ontem.

Ter medo

De todos os produtos que dizem "atenção pode conter vestígios de (...)".
É que hoje ia partindo um dente com uma "língua de veado"...esse biscoito/bolacha com a qual sempre pensei que cascas de nozes (presumo eu) não combinassem.

Dos cúmulos

Ir tirar selfies com ondas gigantes pelas costas;
Andar sem luzes ligadas, às 22h00, com esta chuva, nevoeiro e vento no IC19 (hoje era um rio).

Hoje

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O domingo é já o dia por excelência para me dedicar aos cozinhados. E tentar fazer comida para a semana porque depois não há tempo, paciência ou alguém que queira partilhar a cozinha comigo enquanto se bebe um copo de vinho e nos rimos de parvoíces. Que saudades! Mas há sabores que tentam recompensar os sentidos: bacalhau com grão, grelos e broa!

O mar na noite

É impressionante a dimensão e força das ondas que vejo enquanto percorro a ciclovia. É como se o mar fosse irromper estrada fora e levar tudo com ele. E sucessivamente espalha-se uma chuva salgada pelo céu.
É este o mar na noite, enquanto desafio o torpor de um dia inteiro fixada em números.

Resoluções de ano novo

Deixar de enrolar e partir o cabelo sempre que estou nervosa, a ler ou com sono.
A propósito de ano novo e das alterações do novo código da estrada. Sou apenas eu que andei todo este tempo a fazer azelhices (ou não) nas rotundas? É que fazia um esforço enorme para me colocar na faixa do meio e depois sair a tentar não bater em ninguém e sempre pensei que estava certa.