A bandeira das cores









Foto: uma rua em Poznan (Maio, 2015).







Não sei se alguma vez escrevi sobre isso. Sobre a bandeira colorida que um dia trouxe de Itália. Mas, por estes dias, em que muitos colocaram as suas fotos no facebook com um filtro colorido, lembrei-me do dia em que cheguei ao aeroporto do Porto, ou de Lisboa, já não me recordo, com uma bandeira pelas costas. Sim, uma bandeira colorida e que hoje sei que representa o dito "orgulho gay".
Quando cheguei à cidade de Padova, era Outubro de 2003 (penso eu), havia em todas as varandas uma bandeira colorida e em algumas a palavra "PACE". E nós, estudantes e amantes fervorosos de modas, decidimos que pelo dinheiro simbólico que a bandeira custava devíamos comprar uma e colocar nas velhas janelas da residência Fusinato. Para mim, se aquele movimento se destinava a favor da Paz, eu alinhava. E pouco ou nada sabia sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, de legislação e referendos sobre adopção entre pessoas do mesmo sexo, nem se havia países que condenavam a homosexualidade ou se respeitavam cada um com a sua natureza.
Eu tinha comigo dois emblemas: um cachecol da Briosa e um do FC Porto. E a estes juntou-se a bandeira colorida que para mim não significava mais do que paz. E em italiano tinha outro glamour dizê-lo. Feitas as malas e recolhida a bandeira naquele dia 01/03/2004 eu haveria de chegar ao aeroporto com a cara pintada de um Carnaval de Veneza e com uma bandeira que para mim significa paz. Que não deixa de ser amor, também. E isso, é o mais importante.

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