Nem sabe, nem cheira

E foi assim que conheci mais um embuste das "indústrias variadas" - a geleia de marmelo.
Andava eu rua abaixo e rua acima nas idas ao parque e reparei no marmeleiro da praceta Rainha D.Leonor. Verde, bem tratado e com fruto. E ainda me passou pela cabeça que pudesse vir a fazer algo com alguns dos marmelos  mas, regressei de férias e a árvore está despida. Não sei quem os colheu mas tomara que tenha sido aquela senhora de idade que às vezes está junto ao pequeno quiosque. A D. Clotilde que, não o sendo, assim mo parece. Tem ar de saber receitas  boas, com sabor, e não retirar açúcar em nada. Imaginei-a logo, com o tacho ao lume, procurando as tacinhas em que iria dispor a marmelada e a geleia, para depois cobrir com papel vegetal e colocar no parapeito da janela. Vejo-lhe a cor, a textura e o sabor e foi nessa ilusão que levei o frasco do supermercado para chegar a casa e confirmar que aquilo que comprei nem sabe, nem cheira a geleia de marmelo.

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