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Na Esplanada

As noites têm estado demasiado quentes e mesmo com as janelas abertas o único ar que corre traz consigo um leve cheiro a fumo, a incêndio. Por isso é insuportável estar em casa com tanto calor. Ontem depois de uma breve arrumação pela casa e de um banho decidi descer até à esplanada para tomar um café. Sempre está mais fresco e alguma agitação das pessoas agrada-me. Tomei um café e sentei-me na esplanada interior do café, num pequeno átrio. Estava tudo muito calmo e por isso aproveitei para tirar o livro da bolsa que não me esqueci de levar porque na falta de uma conversa sempre posso ler algum tempo, mesmo que à minha volta rodopiem conversas e o ruído da máquina de café se misture com a música de fundo. O livro é uma versão recente do CÂndido de Voltaire, é um romance do espanhol António Molina, algo cómico na sua narrativa dos "Mistérios em Madrid". Interessante e o suficiente para me distrair de tudo à volta. Mas eis que o sossego termina e um grupo de senhoras decide se...

Mudança!

A minha vontade de mudança é tão grande que agora estou embaralhada num cruzamento de oportunidades e caminhos a seguir, no qual não existe um único sinal de orientação. Sinto-me perdida! Quero tanto mudar que acabo por não saber que opções tomar. Hà tempos surgiu uma oportunidade mais para norte, mas ainda é tudo muito incerto, depois meti-me em tudo quanto era concurso público com vagas para a minha área, depois vejo algumas oportunidades no estrangeiro que tenho que decidir já no início do inverno ou do próximo ano e, para rematar, tal e qual a "cereja em cima do bolo" surge o concuro para a Marinha. E pergunto-me será que é isto que eu quero? E perguntam-me se é isto que eu quero? Se não estarei a mudar só por mudar? E eu não tenho respostas...Continuo sei saber qual a estrada que devo apanhar e no entanto sei qual é o destino que quero: é ser feliz, só isso! E depois dizem-nos que a "felicidade está em nós e não nos outros" mas eu discordo tanto...eu não consig...

A mochila do Pai Natal

Ontem, mais uma vez, cumpriu-se o ritual de encher a garrafa de água, pegar na toalha, meter tudo ao saco e caminhar até ao ginásio para mais uma hora de "relaxe psicológico". Sim...porque não vou ao ginásio para queimar calorias, emagrecer ou "cultivar o corpo". Isso pensava eu no início, que me iria fazer bem umas horitas no step, na ginástica localizada, mas qual quê? Desde que fui para lá engordei uns 7 kg porque quando regresso a casa do ginásio e tomo um bom banho fico com um apetite danado que nas horas seguintes a porta do frigorífico não tem descanso. Já para não falar que não se esperam grandes resultados quando se vai para o ginásio depois de ter comido um pacote inteiro de bolachas. E depois admiro-me por não acompanhar o ritmo daquelas senhoras embuídas de uma energia que não sei onde a vão buscar. Das duas uma, ou não trabalham durante o dia, ou são comerciantes e passam o dia a dar à lingua e a ver revistas cor-de-rosa. Mas gosto de ir lá ao final da ...

Acredito em Milagres...sim senhor!

É isso mesmo, eu acredito em milagres e só por isso também podia ir a Fátima a pé. É que só uma pessoa bastante crente podia acreditar que obteria resposta a interceptar num simples "olá, está tudo bem?", uma pessoa mais dura que a própria rocha. Aconteceu-me mais uma vez e vai continuar a acontecer porque acredito em milagres e se calhar não devia acreditar. E talvez já estivesse na hora de perceber que esta pessoa não vale a pena, julgou-me num "tribunal de certezas" imposto por terceiros e ele mesmo, sozinho, não é acapaz de decidir o que quer que seja.

Humor 2

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Humor

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Queen

Uma das músicas preferidas...