Da memória...

Eras uma pirralha pequena que saltitava em cima da cama da avó (tua bisavó), com uns cabelitos loiros caídos em cachos de caracóis. A avó adorava-te. Herdas-te o seu nome. Lembro-me dessas tardes de domingo em que atravessava os campos com a minha mãe para irmos onde toda a família se juntava. E como tudo rapidamente se perdeu.
Lembro-me de ti na semana que passava todos os anos contigo por altura da festa em Setembro.
Lembro-me do salto que deste, como cresceste...
E agora mesmo não tenho palavras para gravar num pedaço de tecido que irás agitar um dia destes. Ainda assim, perco-me nas minhas recuperações da memória. E fico a pensar nas pessoas, nas caras que já não me lembro, nos lugares.

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