Lua cheia

Finalmente sento-me. Escrevo para mim, para me ouvir, para falar apenas. O dia teve boas notícias, sem dúvida, mas foi também opressivo no trabalho. Ou é de mim ou os programas informáticos não respondem a todas as dúvidas que eu tenho. E não gosto de não perceber as coisas, principalmente no que toca a contas. Fico um pouco triste comigo por não conseguir ser mais eficiente, resolutiva, entre outras coisas mas esforço-me bastante. Isso pode não significar nada mas esse nada para mim é alguma coisa.
Gosto deste ritmo, de não dar pelas horas passarem, de não ter tempo sequer para pensar mas gostava de fazer melhorias, de ser veiculo de mudança nos aspectos menos positivos e aumentar os positivos. Tudo isto para que uma parte da nossa vida (trabalho) aconteça de uma forma que nos sintamos bem. Não é tudo, definitivamente!

Há uma lua lá fora (quase lua cheia), há um mar, há o silêncio, o cair da noite, os hotéis de luxo iluminados, os barquinhos ao longe, os namorados a passear, os caes a fazer asneiras no jardim, as gaivotas a olharem-me, os bares, as esplanadas, as luzes no forte, o meu passo vagaroso, o farol, um cheiro intenso a maresia, gente na rua... Há tudo aquilo que nos permitimos ver, sentir, olhar e viver.

Há um manto de luz desta lua...





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