Na noite...

Chego. Depois de 5h30 num comboio pondero sinceramente em fazer um inter rail sénior ou propor à CP uns bancos novos...
Hoje houve tempo até para pensar se haverá alguma doença transmitida por aquelas películas que estão coladas nos bancos...ou é de mim ou acho que aquilo nunca foi mudado!
Atrás de mim uma rapariga que falava seis línguas diferentes e o amigo dela que tinha um telefone que não se calava. Telefones.Quantos toques diferentes existem e se vão fazendo ouvir. As pessoas falam. As primeiras palavras são todas iguais: descarrilamento, atraso, estou a caminho. Alguns dos toques são conhecidos. De repente a memória. Os meus pés estavam frios e ainda estão. O meu estômago está a queixar-se...devo ter tirado cinco porcarias diferentes da máquina do metro. Hoje estavam menos dread´s no metro. Ainda assim a miudagem continua a sair à noite e a andar por lugares que "no meu tempo" eram impensáveis e inacessíveis. Ainda bem!
Contei as paragens até chegar! E escrevi para ser menor a distância...

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