Do sono...

Doí-me o corpo. Não sei se acordo lentamente da queda ou se procuro adormecer sob o olhar da enorme montanha. O corpo, a alma dão pequenos estalidos e há uma enorme ave negra que sobrevoa o céu que tem pontos de um doirado brilhante.
Aos poucos tento pensar no que subi para perceber o corpo vazio que jaz sob um tapete, parece relva numa calma aparente.
A ave não desarma, às vezes vejo o corpo estendido e ela a rondar, outras vezes pendura-se no suporte metálico da parede.
Outras vezes sinto um enorme peso sobre o corpo tornando impossível mover-me...


Acho que o 2666 do Bolaño não é leitura saudável...vou virar-me para o catálogo 2011 do IKEA.

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