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Ontem fui tirar o passaporte e, à parte da brutalidade do preço deste cartão, do bem humorado funcionário da loja do cidadão que não sabia que Esposende ficava no Minho e tão pouco parecia perceber muito de Geografia de Portugal, de ver pessoas despedirem-se dos passaportes em papel e dos inúmeros vistos carimbados comprovando que devem fazer parte de uma minoria portuguesa que conhece mais do que Badajoz e Vigo, pude comprovar que as máquinas que registam a nossa biometria e nos fotografam não foram feitas para ajudarem a sermos reconhecidos no estrangeiro e, muito menos, fora da Europa. É mais certo que contribuam para que sejamos confundidos por alguém de um país de má fama e são uma boa ferramenta para brincar às caricaturas e fazer bonecos. Ou isso, ou expliquem-me como a minha cabeça ficou tão achatada, os olhos parecem ter o dobro do tamanho e qualquer foto de um cadáver numa morgue ficaria mil vezes melhor, com mais cor e vida.
E depois de ter o passaporte na mão, daqui a 6 dias, é pensar que o vou utilizar mesmo.

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