Maria



És linda, tens um sorriso que desarma, uns olhos de cor ainda indefinida mas que traçam as feições do teu pai. E descobres aos poucos um admirável mundo, as tuas mãos, as pontas dos dedos, as cores do boneco que faço tilintar. Agora dormes num silêncio cortado por ti mesma, a chuchar no dedo sofregamente. E de minuto a minuto entro no quarto para te ver porque, embora não seja novata nestas lides, gosto de te ver de braços estendidos e respiração profunda. Sejas bem vinda, Maria.

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