A lua, em Poznan

Hoje a volta no lago não é feita em absoluta escuridão. Ali está a lua, quase cheia, a ampliar os reflexos das cores na água e a iluminar os patos que tentam sair da água para as margens. E, ignorando, o frio era mesmo capaz de me sentar ali, na relva enquanto tudo o que posso de ter de bonito se concentra neste espaço. E enquanto corro até dobrar a curva para a outra margem consigo imaginar ali mesmo o mar, a boca do inferno, ou a minha praia do comboio, o farol do Cabo da Roca, a praia do Guincho, a ciclovia onde tantas vezes caminhei no meu silêncio. Está tudo aqui e sorrio. Porque a imaginação é tudo o que precisamos para fazer com que tudo pareça diferente. A imaginação e a capacidade de nos transportarmos e sentirmos que onde estamos é tão nosso como já foram outras paragens.
E tudo porque ela está ali. A lua. A mesma que sempre admiro, aqui ou em qualquer parte.

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