Caniçada parte I


Até lá chegar a estrada de curvas não revela muito mais do que um nevoeiro denso, uma chuva morrinhenta e nomes de localidades que haveria de escrever tivesse eu levado o meu pequeno caderno. Recordo-me do Marco, nada mais. Que as tardes de domingo são pachorrentas e casam com a minha memória fraca.
Depois de virar para a esquerda onde se lê "Pousada" chega-se a um refúgio de madeira poisado na rocha, com varandas abertas para os montes, divididos pelo Cávado que segue o seu curso.
Em poucos segundos o nevoeiro escondia tanto como tudo o que gostaríamos de ver com sol. Embora o crepitar da lareira, com o S. Bento virado para a janela, nos abençoasse com o aconchego de que não precisávamos de nada mais ali.
O que preciso mesmo é de voltar em dias de Primavera para comprovar se existem mesmo caniços que dão o nome a esta Caniçada.

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