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A música num dia

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No dia em que inicia o Inverno é a Primavera que tento entoar num regresso vazio, confuso, perdido... A música que ficou umas horas até que amanhã outra me ocupe a mente sem que eu saiba sequer cantar o refrão. Deito-me com o Teló e acordo com a Primavera dos The Gift. Senhores das ciências "psi" o que é isto?

Agradecimentos à parte...É Natal!

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Hoje, no regresso do trabalho, reparei que, este ano, por estes lados Sintrenses as iluminações de Natal apesar de ainda não serem visíveis prometem tecnologia led em árvores gigantes, pelo que, lá se foram os meus comentários acerca das decorações foleiras nas rotundas e dos presépios lampejantes. Cá em casa não há árvore, nem presépio mas a casa está cheia de brilhantes doirados, resultado dos trabalhos manuais na tentativa de "fabricar" um postal de Natal. O resultado foi perceber que cola e brilhantes poderão não resultar tão bem quanto o esperado e que o meu jeito para estas "artes" é nenhum. Não existe postal, mas a casa brilha! (Singularidades de uma rapariga morena que bem podia ser loira). À parte da iluminação de Natal, das decorações, das compras, das campanhas de solidariedade que não têm fim (quer dizer, nos próximos 330 dias sim), dos doces que não vou fazer, da noite sem lareira, dos chocolates que ainda não comi mas espero comer (porque são os Bac...

Homem que é homem...

Sobre publicidade. Nunca ouvi tantas vezes a palavra crise em anúncios de publicidade como agora...os trocadilhos com futebol perderam terreno para os palavrões crise e austeridade (sobretudo em anúncios de rádio). A palavra austeridade até foi considerada uma das palavras mais proferidas durante este ano de 2011. Voltando à publicidade, eu pensava que todos esses cérebros que trabalham em Marketing e publicidade fossem pessoas dotadas de características geniais, distintas, grande capacidade criativa, competências para trabalharem com abordagens inovadoras, enfim, pessoas com imaginação, com sensibilidade para estarem um pouco à frente em ideias que nos impelem ao consumo, à adesão a marcas, produtos, organizações and so on. Pessoas com talento! Pessoas com ideias fantásticas que traçam o sucessos da linha de vida de produtos e serviços que consumimos. E depois ouve-se repetidamente um anúncio na rádio e percebe-se que também há criativos cujas ideias não ficavam nada mal fechadas nu...

Justa homenagem

Já falei dela aqui . Talvez outras vezes ainda, nos posts em que relatei as mudanças consecutivas de casa, de onde fazia parte o embrulhar e o desembrulhar de pequeninos pedaços de vida. A Siera (TV) foi uma companheira desde Coimbra, talvez desde 2001, tendo em conta que no primeiro ano de faculdade não me lembro de ter espaço no quarto minúsculo da Sé Velha para a pequena TV (sim, naquele quarto cabia eu e o ar que respirava). Hoje, num minuto em que me lembrei que talvez pudesse ocupar o meu tempo a ver um qualquer programa, a TV finou-se depois de um breve suspiro e de ter revelado apenas um "formigueiro" em todos os 4 canais. Apagou-se, não de cansaço pela utilização, mas talvez farta de ser objecto de decoração. Vai continuar aqui, até ao dia em que haja uma nova mudança.

Dos medos

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(foto by Flickr ) A trovoada. Em termos de dinâmica musical agora mesmo definiria-a como um fortíssimo diminuendo .Mas o medo, esse, prevalece. Já em miúda, quando as trovoadas violentas se encostavam sobre o mar e aí descarregavam toda a sua fúria, iluminando os céus com relâmpagos e trovões sonoros eu ficava hirta de medo, tentando tapar os ouvidos, enrolar-me nos cobertores e, numa ou outra ocasião chamar pela minha mãe ou ir para debaixo da cama. Se havia lugar a falhas de luz o espectáculo era maior.O meu. E de nada valeram as rezas a Santa Bárbara, nem tão pouco as romarias em jeito de cobrança de promessas em que a minha mãe fazia questão de pagar a fatiota da santa como se isto,por si só, pudesse purgar os meus medos. De nada valeu porque em toda a minha vida, sempre que ouvir um trovão irá passar-me pela cabeça morrer carbonizada por um raio. Não é medo da morte que eu tenho, é do raio. Ou do corisco. Com isto lembrei-me de um episódio em que, numa trovoada repentina, em plen...

Sons

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O que eu gosto disto...

Partidas e Chegadas

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Apetece-me escrever sobre momentos, sobre as partidas e chegadas. Das viagens. Das minhas viagens de comboio. Parece-me que nas estações de comboio não se vê o fervilhar de emoções que vemos nos aeroportos...é como se as ausências entre as pessoas fossem menos prolongadas e as vidas não estivessem tão penduradas. Neste vai e vem do Sul para o Norte (e vice-versa), da "minha janela", observo, em cada estação o momento em que pais reencontram os filhos, namorados se perdem em beijos profundos e abraços efusivos, desconhecidos se cruzam numa pressa que não lhes levanta o olhar do chão, amigos sorriem aos que esperam e aos que chegam e onde até os cães e os gatos fazem parte deste ritual de chegada e de partida. A chegada e a partida que se confundem e vestem o  papel uma da outra, transformando as horas em bons ou maus momentos. Penso nas pessoas, não só naquilo que são, para onde vão, o que fazem mas também o que vivem, o que sentem...penso no porquê das raparigas serem ma...